
Você é a abelha da minha vida meu favo de mel,sem Você eu não sei o que 

Mãe...Mãezinha
que guarda seus filhos
dentro de um ninho
que é só dela
Um mundo onde somente
a ternura, carinho e amor
reinam
Mãe que cria e recria em
todas as situações
Mãe que é sempre única
em nossa vida
Aquela a quem amamos
e é perfeita dentro do
coração da gente...
Lindo seu poema amiga!!!
Beijinhos no coração
OÁSIS DO DESEJO..."A cada passo que dava
o nobre rio, feliz
mais uma arvore criava,
dando vida a uma raiz.
.
Quantas dádivas e quantas
esmolas pelos caminnhos!
matava a sede das plantas
e a sede dos passarinhos...
.
Fonte de força e fartura,
foi Bem, foi saúde e pão:
dava às cidades frescura,
fecundidade ao sertão...
.
E um nobre exemplo sadio
nas suas águas se encerra;
devemos ser como o rio,
que é a providência da terra;
.
Bendito aquele que é forte,
e desconhece o rancor,
e, em vez de servir a morte,
ama a vida, e serve o Amor!"
.

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rigidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda em grito:
Mais abaixo, meu bem!? num frenezi.
No seu ventre pousei a minha boca,
Mais abaixo, meu bem! ? disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
São seis horas da tarde... são seis horas!
Vibram nos ares carrilhões divinos!
Porque sofres, minh'alma, porque choras
pela tardinha, ao repicar dos sinos?
.
São seis horas... e eu sei... Tu não demoras...
Dentro em breve chegavas... Mil violinos
cantavam no meu peito como auroras
a bendizer os nossos dois destinos!
.
São seis horas... meu Deus! Quanta harmonia,
duas vidas vivendo uma só vida
na glorificação de um grande amor!
.
São seis horas... eu rezo... morre o dia!...
Que saudades de ti, minha querida!
- Sinos da tarde, cessem por favor!
Antero de Quental
Quando nos vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas:
.
Ou, vendo o mar, das ermas cumiadas,
Comtemplamos as nuvens vespertinas,
Que parece fantásticas ruinas
Ao longe, no horizonte, amontoadas:
.
Quantas vêzes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto-me tremer-te a mão, e empalideces...
.
O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das cousas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que doi, e não se sente;
É um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer;
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É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
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É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
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Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
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